Charles Dickens - 200 anos

Charles Dickens - 200 anos

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TRAJETO

O lampião apagou. Calculou a distância que faltava: duzentos passos. Arriscou. O alçapão estava logo ali e o engoliu facilmente. Seu grito perdeu-se nos corredores da masmorra. Nem o algoz o escutou.

[por Coracy Teixeira Bessa]

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TEMPESTADE

Contou as folhas caídas durante a tempestade: duzentas. O pobre arbusto retorcia-se nu, sob vento intenso. Cobriu-o com seu xale florido, presente do ex-namorado. E chorou. Não contou as lágrimas…

[por Coracy Teixeira Bessa]

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TRAVESSIA

Tentou retornar. Não deu! O rio trovejava sob a ponte, duzentos metros abaixo. Avançou. O turbilhão do vento colheu-a a meio caminho. Debruçou-se no parapeito. Flutuou até a corrente entre as rochas.

[por Coracy Teixeira Bessa]

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Costume

__ Descruza os dedos guri! Deixa o cachorro cagar em paz!

__ Seu Nico, vai cuidar da sua vida!

__ Por duzentos diabos, ainda lhe salpico o lombo! Coitado do cão, chega estar esbugaido!

[por Juliana Braga]

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Presente

Pinheirinho acordou sem luz. Nem lanterna mágica poderia avivar duzentos olhos mirando casas em demolição. Nem bem passou o Natal. Na mão de um traseunte, um Dickens tirado de escombros. 

[por Silvana Pinheiro Taets]

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Acarajé Baiano

Zulu descendo a ladeira do Pilar.

__ Hoje eu vou comer aquela nega! __ Falando sozinho.

Parou numa banca de acarajé. Traçou um, dois, três…

__ Viu o Zulu? __ Perguntou a Nega!

__ Subiu a 200 por hora!

[por Juliana Braga]

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